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Henry Welfare, inglês de Liverpool, foi o artilheiro do primeiro tri-campeonato, com cinquenta e seis gols. Jogou pelo clube de 1913 a 1924. Fez 137 gols ao longo de sua carreira no Fluminense. Sua reconhecida categoria e habilidade o transformaram em um dos maiores ídolos do clube.
João
Coelho Netto, o Preguinho, foi um atleta completo. Era atleta em oito
modalidades pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo
aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei
e atletismo. Ele sempre se recusou a receber dinheiro do clube, permanecendo como amador mesmo após a profissionalização do futebol. Jogou no clube de 1925 a 1934. Em 1925, depois de nadar os 600 m e ajudar o Fluminense a ser tri estadual de natação, foi de táxi às Laranjeiras a tempo de jogar contra o São Cristóvão e ganhar o Torneio Início. Trouxe para o Fluminense 387 medalhas e 55 títulos nas oito modalidades que praticava. Tais façanhas fizeram dele o mais festejado herói tricolor e, em 1952, o clube concedeu a ele o primeiro título de grande benemérito atleta, o que mais o orgulhou até a sua morte, em 1979. Um busto na sede do clube e o nome do ginásio são merecidas homenagens.
Paulista de Ribeirão Preto, Elba de Pádua Lima, foi um dos maiores dribladores do futebol brasileiro. Seu característico corte seco para os dois lados deixava os adversários sem ação. Sua colocação em campo o transformava em um terrível abridor de defesas.
Mineiro da cidade de Itabirito, Telê Santana da Silva foi um dos maiores ídolos da torcida tricolor nos anos 50 e ficou para sempre identificado como símbolo da raça tricolor. Habilidoso, ponta veloz e raçudo, sempre terminava as partidas com a camisa encharcada de suor. O apelido "Fio de Esperança" servia como luva para um atleta que não esmorecia nem nos momentos difíceis. Jogou no clube de 1951 a 1962.
Nascido em Jundiaí, Romeu Pellicciari jogava futebol soltando a bola de primeira, com inteligência e passes longos para as pontas, depois aparecendo na área para recebê-la, causando estragos nas defesas adversárias. Ganhou o tricampeonato de 1936/1937/1938 e foi campeão novamente em 1940/1941.
O carioca Carlos José Castilho passou a história do Fluminense como um goleiro milagroso. Chamado de "Leiteria" pelos adversários por sua sorte incrível, em pouco tempo virou "São Castilho" para os tricolores. Era
também um goleiro de muita coragem. Quando o médico lhe
disse que teria que passar dois meses afastado devido à quinta
contusão no dedo mínimo esquerdo, Castilho optou pela amputação
parcial para poder voltar a jogar em duas semanas.
Técnica eficaz, com muita raça e boas cabeçadas fizeram de João Carlos Batista Pinheiro um dos ídolos do Flu. Em 1951, Pinheiro foi o grande libero da defesa.
Waldyr
Pereira, natural de Campos, foi o grande cérebro do título
carioca de 1951. Fez história no Fluminense jogando com a cabeça
sempre erguida e passes precisos. Criou a "folha-seca", chute
em que a bola descreve várias curvas.
Waldo Machado da Silva, natural de Niterói, tornou-se sinônimo de gol para a torcida tricolor. Fazia gols de canela, com chutões desprovidos de dribles ou firulas. Sua genialidade residia justamente na capacidade de não perdê-los. Sua média no clube foi quase de um gol por partida. É o maior artilheiro do Fluminense, com 208 gols. Jogou pelo clube de 1954 a 1962.
O Canhotinha de Ouro encantou a torcida com lançamentos precisos e a perfeição de seus passes e dribles. Gerson caracterizava-se pelos lançamentos em profundidade que fazia com sua perna esquerda. Natural de Niterói é tricolor de coração, escolheu o Flu para encerrar a carreira e o fez em grande estilo, levando o time ao título estadual de 1973.
Roberto Rivelino, nascido em São Paulo, veio do Corinthians para o Fluminense. Logo na estréia, Rivelino fez três gols contra seu ex-clube, no massacre de 4 a 1. Sua consagração veio com o bicampeonato de 1976. Seu futebol era de impressionar, driblava curto e com rapidez estonteante. Foi apelidado de Patada Atômica, durante a Copa de 1970, por seus potentes chutes de canhota. Excelente cobrador de faltas, marcou 53 gols nos 158 jogos que disputou pelo clube. Jogou de 1965 a 1979.
Edino Nazareth Filho, natural do Rio de Janeiro, jogou pelo clube de 1973 a 1989. Desde cedo foi destaque nas seleções amadoras que disputaram o Pan-Americano. Zagueiro de preparo físico e técnica invejáveis, revelou-se nas divisões de base do clube. Surpreendia as defesas adversárias com suas arrancadas para o ataque, sua impulsão formidável, sendo um terror nas cabeçadas e nas bolas rasteiras. Também era excelente cobrador de faltas.
Benedito
de Assis da Silva, paulista, jogou no Fluminense de 1983 a 1987. Conhecido
como Carrasco, Assis formou com Washington o Casal 20.
Cláudio
Ibraim Vaz Leal, gaúcho de Bagé, chegou ao Fluminense com
dezenove anos. Formou com o ponta-esquerda Tato uma das mais entrosadas
duplas da história do clube.
Júlio César Romero Isfran, nascido na cidade de Luque, no Paraguai, chegou ao Fluminense em 1984, em meio à disputa do Campeonato Brasileiro. Ainda assim, Romerito não precisou mais do que algumas rodadas para encontrar seu melhor posicionamento no time. Começava a mostrar então o que o seu futebol tinha de melhor: técnica, raça e um incansável espírito guerreiro que contagiava toda a equipe.
Menos de seis meses depois de sua chegada ao clube, transformou-se numa unanimidade para os tricolores, levando o Fluminense à conquista do Campeonato Estadual de 1995. Renato levou o Fluminense à vitória nas três partidas que participou contra o Flamengo, tendo marcado gols em todas elas. O último deles, o gol do título, feito de barriga aos 42 minutos do segundo tempo de um jogo em que ao Fluminense só interessava a vitória. |
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